Vamos ver um exemplo dos efeitos que as atividades humanas têm.
Por que estamos perdendo recifes de coral?
Recifes de coral são o lar de centenas de milhares, senão milhões, de espécies
. Isso os torna alguns dos lugares com maior biodiversidade na Terra
.
Assim como as árvores em florestas tropicais, os corais dão aos recifes sua estrutura
. Os corais são animais invertebrados que permitem que algas vivam dentro deles. Em troca, as algas pagam seu aluguel fornecendo alimento aos corais
. Isso é chamado de simbiose
.
Os recifes de coral apoiam diretamente cerca de 500 milhões de pessoas em todo o mundo de várias maneiras
:
- Eles fornecem abrigo para um quarto de todas as espécies de peixes
. Embora eles produzam apenas de 2 a 5% das capturas de pesca global anualmente
, peixes associados aos recifes contribuem com 25% do total das capturas de peixe em países em desenvolvimento

. - Eles protegem as pessoas de inundações e tempestades através da indução da quebra das ondas
. - Eles fornecem renda a pelo menos 94 países ao atrair turismo, contribuindo significativamente para muitas de suas economias
.
Enquanto a atenuação pelo oceano pode ser boa para nós em terra, os corais estão tomando o golpe debaixo d’água. Quando o estresse pela temperatura aumenta, as algas produzem moléculas que podem danificar seus corais hospedeiros


. Isso faz com que os corais se livrem das algas
.
Além de fornecer comida, as algas são responsáveis pela cor dos corais. Corais sem algas, portanto, ficam brancos e com fome


. Isso é chamado de branqueamento do coral.
Desde a década de 1870, perdemos cerca de metade dos corais vivos no oceano
! Graves branqueamentos, nos quais áreas inteiras do coral são branqueadas, costumavam ocorrer uma vez a cada 25 anos. Agora, eles acontecem a cada 6 anos
.
Já atingimos 1,0 °C de aquecimento
. Os recifes de coral são tão sensíveis que, se as temperaturas chegarem a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, prevê-se que de 70 a 90% deles serão perdidos
. Se atingirmos 2 °C, quase todos os recifes de coral serão perdidos
.
Tudo isso é agravado por um problema conhecido como acidificação do oceano: quando o CO₂ reage quimicamente com água (H₂O), resulta em um aumento no número de íons de hidrogênio (H⁺) encontrados na água
. Isso torna o oceano mais ácido, como um limão, mas não tanto quanto
. Mais acidez deixa mais lentas as reações químicas que os corais precisam para construir seus esqueletos rígidos, tornando-os ainda mais vulneráveis
.
Os desafios que as espécies marinhas enfrentam
Normalmente, as espécies marinhas são mais distribuídas do que as espécies terrestres e podem percorrer distâncias mais longas facilmente
. Isso significa que as extinções completas no oceano são mais raras e mais difíceis de se manter o controle
. No entanto, há várias maneiras com as quais a redução ou movimento de populações de espécies podem ser sentidas em um ecossistema

.
Vamos ver um exemplo de como a abundância de uma espécie pode ser importante para um ecossistema:
As lontras marinhas do sul são muito importantes para os locais onde há florestas de kelp - algas gigantes, porque elas comem ouriços do mar, mantendo a sua população sob controle
. No entanto, as lontras marinhas estão em risco de extinção
. Quando as populações de lontra marinha estão baixas, os ouriços estão livres para comer essas algas, e a floresta de kelp inteira eventualmente desaparece
.
As consequências do aquecimento nas interações entre espécies
A água profunda e a água perto dos polos é fria

. Portanto, muitas espécies estão se movendo em direção a eles
. Desde a década de 1950, temos visto a área na qual espécies vivem se mover até 50 quilômetros por década
!
No entanto, algumas espécies são menos capazes de se mover, e o tamanho da área em que podem viver diminuiu
. Isso ocorre porque as regiões se aquecem demais ou experimentam ondas de calor mais fortes
. Como vimos no capítulo anterior, temperaturas mais altas no começo do ano podem alterar os ciclos de vida das espécies e a disponibilidade de alimentos

.
Alterações de onde e quando as espécies são encontradas no oceano não necessariamente acontecem ao mesmo tempo ou na mesma velocidade para diferentes espécies
. Como resultado, algumas espécies que normalmente interagiriam não conseguem encontrar as outras porque procuram no lugar errado ou no momento errado. Isso se chama incompatibilidade
.
As interrupções nas interações entre as espécies mudam a organização dos ecossistemas marinhos

. As populações de predadores diminuem: quando são incompatíveis com a presa ou quando a sua presa diminui, eles têm menos alimento
, e as espécies dominantes no ecossistema podem mudar
.
Vamos ver um exemplo de como as temperaturas que afetam a disponibilidade de alimentos para uma determinada espécie podem ter efeitos em muitas outras espécies ao longo de uma cadeia alimentar

:
Quais outras ameaças o oceano enfrenta?
O oceano está ameaçado por muitas outras atividades humanas que se combinam para piorar a situação
.
Continuamos usando o oceano para despejar resíduos, incluindo esgoto, produtos químicos industriais, fertilizantes da agricultura e cerca de 8 milhões de toneladas de plástico todos os anos



.
Ainda assim, a maior ameaça para a vida no oceano hoje em dia é a exploração por meio da pesca
. Para saber mais sobre isso, você pode conferir nosso capítulo sobre Aquicultura no curso de Agricultura.
Variáveis essenciais da biodiversidade são fatores importantes para descrever o estado dos ecossistemas, por exemplo, se as populações estão estáveis e aspectos como o comprimento e a complexidade das cadeias alimentares. A pesca causa 29% das mudanças nessas variáveis nos sistemas marinhos, enquanto as mudanças climáticas são responsáveis por 16% e a poluição, por 15% das mudanças
.
Isso significa que você não deve se preocupar com os efeitos da mudança climática no oceano?
Não, você deve se preocupar! Como você viu com os recifes de coral, o impacto das mudanças climáticas está piorando e, conforme importantes ecossistemas desaparecem, também desaparece o habitat para muitas espécies
.
A vastidão do oceano vem nos fascinando por centenas de anos
. Vamos cuidar dele como ele cuidou de nós!
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